MARTE #05 – Os Processos da Arte

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AAVV, Catarina Rosendo, Igor Jesus, Ligia Afonso, Rita Ferreira, Sara Brito (eds.), MARTE/AEFBAUL 2015. € 5,00

Pt., ilusts. P&B, 156 pp., 24×17 cm, softcover

“Revista MARTE#05 – Os processos da arte” – Equipa Editorial: Catarina Rosendo, Igor Jesus, Lígia Afonso, Rita Ferreira, Sara Brito | Autores: Alexandre Estrela, Ana Anacleto, Ana Bigotte Vieira, Atlas Projectos, Carlos Nogueira, Fernanda Gomes, Giulia Lamoni, José Loureiro, Robert Morris, Luisa Especial, Márcia Oliveira, Marta Wengorovius, Rodrigo Silva.

Agradecimentos: David Santos, Gisela Leal, João Mourão, José Roseira, Sofia Gonçalves, Luis Alegre, Cecília Pinto, Alexandre Melo, Miguel Von Hafe Pérez, Ricardo Nicolau.

A MARTE é uma publicação temática, teórica, anual e sem fins lucrativos, dirigida por alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. É um espaço de investigação em torno da criação artística actual.

Os processos da arte

No decurso das últimas décadas, são inúmeras as propostas artísticas que têm enfatizado aspectos ligados ao seu próprio fazer-se, seja mediante os mais variados dispositivos projectuais enquanto obra, a convocação do público para experiências de carácter participativo, um tipo de materialização que deixa visível os seus processos de constituição, ou ainda a incorporação de metodologias tomadas de empréstimo a outras áreas disciplinares. Por um lado, estes procedimentos têm contribuído para descentrar a produção artística das suas qualidades auráticas e reificadas e para promovê-la enquanto meio discursivo por excelência dos modos de ver e compreender a realidade. Por outro, os diversos caminhos abertos pela dimensão projectual e processual, na sua ênfase dos meios (por oposição aos seus fins), na sua abertura ao indeterminada e ao circunstancial, e na sua vocação especulativa, têm contribuído para instaurar um campo de reflexões sobre o lugar da arte. Interessa, por isso, desvendar algumas das noções e pensamentos que subjazem aos processos enquanto “modos de fazer”, não só através das propostas apresentadas pelos artistas mas também das estratégias de visibilidade do universo reflexivo, a propósito daquelas, outros agentes do meio pretendem desenvolver.

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