Lançamento duplo: Revista MARTE #05 + Livro FLÁVIO DE CARVALHO – Série Encontros | Sáb. 28 Novembro, 15h30 / 17h30

28 Nov 2015

Sábado, dia 28 de Novembro pelas 15h30, a Inc. tem o prazer de o/a convidar para o lançamento do livro “Flávio de Carvalho – Série Encontros” com a presença de Ana Maria Maia, uma das organizadoras desta edição. Na mesma tarde, às 17h30, teremos também o lançamento da “Revista Marte #05″, cuja apresentação será feita por Ricardo Nicolau (curador) juntamente com a Equipa Editorial da Marte#05 (Catarina Rosendo, Igor Jesus, Lígia Afonso, Rita Ferreira e Sara Brito).

Contamos com a sua presença!!

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Sobre o programa da tarde:

15h30 ->

. “Flávio de Carvalho – Série Encontros” – Organização Ana Maria Maia e Renato Rezende | Editora: Azougue, 2015

A compilação de textos e depoimentos de um artista da

importância de Flávio de Carvalho (1899-­?1973) cria uma oportunidade de reconexão com o seu legado para a história da cultura e das instituições culturais no Brasil desde os anos 1930. Ao celebrar a publicação do livro dedicado à sua obra e ao seu pensamento, organizado por Ana Maria Maia e Renato Rezende para a Colecção Encontros, a Editora Azougue enfatiza a persistência ainda hoje, embora pouco acessado na forma de texto, e o disponibilize para leitura e discussão das nova gerações.

Arquitecto, artista visual, dramaturgo, crítico, animador cultural e pesquisador de psicologia, etnografia e história, Flávio de Carvalho sempre usou os veículos de comunicação como espaço para repercurtir pensamentos e enfrentar a audiência do seu tempo. Enfrentar no sentido de ir ao encontro mas também ir de encontro, declarar partidos e galgar antagonismos expressos. Entre 1922, quando voltou a São Paulo depois do período de estudos na França e na Inglaterra, e 1973, quando faleceu na sua casa modernista da Fazenda Capuava, em Valinhos, foram inúmeros os casos em que as actividades de Flávio se apresentaram na forma de depoimentos públicos ou motivaram coberturas e respostas na imprensa. As entrevistas e depoimentos compilados para a Colecção Encontros (Editora Azougue( correspondem a diversos momentos da trajectória mediática do artista e ao seu hábito de coleccionar álbuns de recortes com as suas aparições, principalmente em jornais e revistas. Entre mais de uma centena de textos colectados, foram escolhidos os 34 que compõem o livro. A organização das entrevistas não corresponde a uma cronologia, mas pretende delinear assuntos que interessam ao artista, como a cidade, as “linhas de força” do humano e da sua criatividade e a reinvenção do projecto moderno a partir do contexto latino-americano. Flávio artista abordava essas temáticas na fronteira entre disciplinas e práticas, e demonstrava interesse pelos mecanismos de recepção e legitimação social de suas propostas.

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17h30 ->

. “Revista MARTE#05 – Os processos da arte” – Equipa Editorial: Catarina Rosendo, Igor Jesus, Lígia Afonso, Rita Ferreira, Sara Brito | Autores: Alexandre Estrela, Ana Anacleto, Ana Bigotte Vieira, Atlas Projectos, Carlos Nogueira, Fernanda Gomes, Giulia Lamoni, José Loureiro, Robert Morris, Luisa Especial, Márcia Oliveira, Marta Wengorovius, Rodrigo Silva.

Agradecimentos: David Santos, Gisela Leal, João Mourão, José Roseira, Sofia Gonçalves, Luis Alegre, Cecília Pinto, Alexandre Melo, Miguel Von Hafe Pérez, Ricardo Nicolau.

A MARTE é uma publicação temática, teórica, anual e sem fins lucrativos, dirigida por alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. É um espaço de investigação em torno da criação artística actual.

Os processos da arte

No decurso das últimas décadas, são inúmeras as propostas artísticas que têm enfatizado aspectos ligados ao seu próprio fazer-se, seja mediante os mais variados dispositivos projectuais enquanto obra, a convocação do público para experiências de carácter participativo, um tipo de materialização que deixa visível os seus processos de constituição, ou ainda a incorporação de metodologias tomadas de empréstimo a outras áreas disciplinares. Por um lado, estes procedimentos têm contribuído para descentrar a produção artística das suas qualidades auráticas e reificadas e para promovê-la enquanto meio discursivo por excelência dos modos de ver e compreender a realidade. Por outro, os diversos caminhos abertos pela dimensão projectual e processual, na sua ênfase dos meios (por oposição aos seus fins), na sua abertura ao indeterminada e ao circunstancial, e na sua vocação especulativa, têm contribuído para instaurar um campo de reflexões sobre o lugar da arte. Interessa, por isso, desvendar algumas das noções e pensamentos que subjazem aos processos enquanto “modos de fazer”, não só através das propostas apresentadas pelos artistas mas também das estratégias de visibilidade do universo reflexivo, a propósito daquelas, outros agentes do meio pretendem desenvolver.

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