Apresentação dos livros “Época de Estranheza em Frente ao Mundo” de Susana Gaudêncio e “Para já para já” de Vitor Silva Tavares | Dois Dias edições | 20 de Outubro. 18h00

Inc. tem o prazer de o/a convidar para a apresentação dos livros “Época de Estranheza em Frente ao Mundo” de Susana Gaudêncio e “Para já para já” de Vitor Silva Tavares, ambos editados recentemente pela Dois Dias edições. No próximo sábado, dia 20 de Outubro, pelas 18h00, contamos consigo para uma tarde agradável na companhia de Susana Gaudêncio, Álvaro Domingues e dos editores, que nos irão contemplar com uma conversa sobre os seus livros.

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CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA!!!

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OS LIVROS:

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epoca de estranheza

Susana Gaudêncio, Época de Estranheza em Frente ao Mundo, Dois Dias edições, 2012. € 14,00

O livro Época de Estranheza em Frente ao Mundo é o último objeto da exposição homónima de Susana Gaudêncio para o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. A publicação segue os modelos da negociação e da conversação como princípios editoriais. Para os três conceitos fundadores da exposição (mesa, vórtice, cartaz-manifesto) organizaram-se conversas com a artista, os dois editores e convidados especiais – Álvaro Domingues, Nuno Nabais, Hélia Correia. A partir destas, Susana Gaudêncio adicionou uma segunda camada referencial que encaminha estes conteúdos para a sua proposta artística. O livro é o resultado da negociação destes dois tempos.

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para ja para ja

Vitor Silva Tavares, Para Já Para Já, Dois Dias edições, 2012. € 10,00

Reza a história que Para já para já, obra sem paradeiro ao longo das últimas quatro décadas, se evaporou com total autonomia escassos minutos após desovar para os lados do «Monte Carlo». Em rigor e com rigor, pelo que consta, o próprio autor colaborou na trapaça. Apagou-lhe exemplarmente o rasto. Bico calado foi o suficiente?

Confiante do seu golpe, longe estava de imaginar que nestes tempos peculiares em que vivemos, Para já para já pudesse ser exumado, por assim dizer, do caixão. Não previu, entre possíveis imponderáveis, que as leis elementares do Livreiro, em ocasionais momentos felizes, convivem com os procedimentos do Arqueólogo – resgatar entre centenas de caixões abandonados num armazém da Sá da Costa um livro que, em vez de vir do passado se dirige para o presente, é obra! Digamos que, ao anunciar que não quer ser literatura, Para já para já demonstra um compreensível desprezo pela morte. Pela morte do texto ficcional e do próprio autor enquanto autor. Prosa que assume, despreocupadamente e sem licenças, pedir de empréstimo o corpo de Vitor Silva Tavares por umas breves páginas.

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